3. Retirada Natural 5...Bc5 6.d4 exd4 7.cxd4 Bb6
Com a retirada a c5 as Brancas constroem a poderosa dupla de peões centrais d4 e e4 com ganho de tempo, abrindo magníficos caminhos para uma ofensiva avassaladora.
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bc4 Bc5 4.b4 Bxb4 5.c3 Bc5 6.d4 exd4 7.cxd4 Bb6 8.Nc3 d6 9.h3 Nf6 10.O-O
Lance a lance
- 1.e4 – O avanço de abertura por excelência: as Brancas ocupam o centro com e4, abrindo diagonais para o Bispo e a Dama a fim de incendiar a luta.
- 1...e5 – Resposta clássica e simétrica: as Negras estabelecem base sólida no centro para brecar o avanço imediato d2-d4 e acelerar o desenvolvimento.
- 2.Nf3 – Desenvolvimento agressivo direto: o Cavalo salta a f3 atacando o peão vulnerável e5, vigiando o centro e aprontando um roque curto relâmpago.
- 2...Nc6 – Mobilização lógica e defensiva: o Cavalo negro resguarda o peão vital e5 e guarda as casas centrais d4 e e5 para a iminente disputa de espaço.
- 3.Bc4 – A Abertura Italiana: o Bispo entra em ação alvejando o ponto vulnerável f7, a casa mais delicada da formação negra defendida somente pelo Rei.
- 3...Bc5 – O Giuoco Piano: as Negras posicionam ativamente o Bispo em c5, controlando d4 e confrontando o Bispo branco na longa diagonal da ala de Rei.
- 4.b4 – O Gambito Evans! As Brancas sacrificam audaciosamente o peão b4 para desviar o Bispo negro de c5, ganhar tempos com c3 e d4, e mandar no centro.
- 4...Bxb4 – As Negras aceitam o desafio capturando em b4, mas concedem tempos fundamentais para as Brancas montarem um imenso centro móvel com o avanço c3.
- 5.c3 – A viga-mestra do Evans: o peão ataca o Bispo conquistando um tempo precioso, pavimentando a potente arrancada d2-d4 para subjugar o centro.
- 5...Bc5 – A retirada natural: o Bispo recua a c5, mas outorga às Brancas o centro dos sonhos e permite a tempestuosa arrancada d2-d4 com ganho de tempo.
- 6.d4 – Investida central fulminante: as Brancas acomodam o segundo peão central atacando o Bispo c5 e liberando passagens para a Dama e o Bispo c1.
- 6...exd4 – As Negras capturam em d4 para não perder a peça, mas destampam o centro exatamente onde as tropas brancas se encontram prontas para o combate.
- 7.cxd4 – O centro perfeito d4-e4! As Brancas retomam de peão c, enxotando o Bispo adversário e apoderando-se de todas as casas capitais do tabuleiro.
- 7...Bb6 – O Bispo abriga-se em b6 vigiando f2, mas deixa às Brancas liberdade irrestrita para expandir uma ofensiva massacrante no coração da partida.
- 8.Nc3 – Desenvolvimento clássico: o Cavalo salta cobrindo d5 e e4, aperfeiçoando a sintonia das peças menores e abrindo alas para o roque rápido.
- 8...d6 – As Negras amparam o centro facilitando o Bispo c8, mas a assimetria posicional premia generosamente a opulenta vantagem de espaço branca.
- 9.h3 – Profilaxia cortante: as Brancas retiram do Bispo rival a incômoda cravada em g4, blindando a autoridade soberana dos peões no centro.
- 9...Nf6 – As Negras mobilizam o Cavalo atacando e4 e buscando o roque, mas as Brancas gozam de ritmo acelerado e um bastião central inquebrantável.
- 10.O-O – Roque impecável: o Rei branco alcança refúgio impenetrável enquanto a Torre f1 prepara-se para suportar investidas como d4-d5 ou e4-e5.
Como aproveitar a posição
Dominar o centro com d4 e e4
- Completar o desenvolvimento harmônico com Nc3 e eventual cravada com Bb5
- Avançar d5 no momento propício para expulsar peças de sustentação
- Coordenar Dama e Bispo mirando na vulnerabilidade f7
- Sustentar a mordaça central para impedir a ruptura libertadora d5 das Negras
Dicas do mestre
O centro ideal de peões
Dois peões lado a lado no centro controlam todos os postos de invasão das peças inimigas