49. Variante Møller (5...Bc5 6.c3 b5 7.Bb3)
A Variante Møller desenvolve logo o bispo em c5 no 5.º lance. As brancas respondem com c3, b5, Bb3 e a rutura central d4, tomando posse das casas-chave.
1.e4 e5 2.Nf3 Nc6 3.Bb5 a6 4.Ba4 Nf6 5.O-O Bc5 6.c3 b5 7.Bb3 d6 8.d4 Bb6 9.a4 Bg4 10.Be3
Lance a lance
- 1.e4 – As brancas ocupam o centro e abrem as diagonais para a dama e o bispo de f1. Na Espanhola este peão estará muitas vezes no centro da luta: as pretas atacá-lo-ão com ...Nf6 e, na Variante Aberta, chegarão a capturá-lo com ...Nxe4.
- 1...e5 – As pretas respondem simetricamente: disputam d4 e f4, impedem e4-e5 e libertam o bispo de f8. A partir daqui as brancas construirão toda a Espanhola sobre a pressão contra este peão.
- 2.Nf3 – Desenvolve o cavalo com um ataque direto ao peão de e5, que agora tem de ser defendido. O cavalo prepara também o roque pequeno e apoia um futuro avanço d2-d4.
- 2...Nc6 – Defende e5 desenvolvendo uma peça e controlando d4. Precisamente este cavalo, único defensor de e5, será o alvo do próximo lance das brancas.
- 3.Bb5 – A Partida Espanhola: o bispo ataca o cavalo de c6, defensor de e5. Ainda não há ameaça imediata (Bxc6 dxc6 Nxe5 Qd4 recupera o peão), mas a pressão sobre c6 durará toda a abertura.
- 3...a6 – O lance de Morphy: pede logo ao bispo que se decida. Depois de 4.Ba4 as pretas poderão quebrar a cravada com ...b5 quando quiserem; depois de 4.Bxc6 obtêm o par de bispos.
- 4.Ba4 – O bispo recua mas mantém a pressão sobre c6: a ameaça de Bxc6 seguida de Nxe5 voltará a ser atual quando as brancas tiverem rocado. As pretas podem quebrar a diagonal com ...b5 quando quiserem.
- 4...Nf6 – Desenvolve o cavalo atacando e4. É o lance principal: leva à Espanhola Fechada com ...Be7 ou à Variante Aberta com ...Nxe4.
- 5.O-O – Roca sem defender e4: se as pretas o tomarem com ...Nxe4, as brancas recuperam-no com Re1 ou d4, aproveitando o rei preto ainda no centro.
- 5...Bc5 – A Variante Møller: o bispo vai logo para c5, rumo a f2. As brancas ganharão tempo com c3 e d4.
- 6.c3 – Contra a Møller as brancas preparam d4, que atacará o bispo de c5 e conquistará o centro.
- 6...b5 – As pretas repelem o bispo antes que d4 chegue.
- 7.Bb3 – O bispo recua para a diagonal a2-g8.
- 7...d6 – Na Neo-Arkhangelsk as pretas reforçam e5 e libertam o bispo de c8, que contudo ainda não está em b7 a defender a torre de a8.
- 8.d4 – Com o bispo já em b3, d4 ocupa o centro e repele o bispo de c5.
- 8...Bb6 – O bispo recua para b6: da diagonal a7-g1 pressiona d4 juntamente com o cavalo de c6.
- 9.a4 – Ataca b5: sem bispo em b7, a torre de a8 está indefesa e axb5 torna-se uma ameaça.
- 9...Bg4 – O bispo crava o cavalo de f3, um dos defensores de d4, e aumenta a pressão no centro.
- 10.Be3 – O bispo reforça d4 e opõe-se ao bispo de b6.
Como aproveitar a posição
As brancas têm o centro d4-e4 e a alavanca a4; as pretas pressionam d4 com bispos e cavalo.
- Abre a coluna a com axb5 axb5 e troca as torres: o peão b5 torna-se fraco.
- Pede ao bispo de g4 que se decida com h3.
- Empurra d5 para expulsar o cavalo de c6 e fechar a diagonal do bispo de b6.
- Nbd2 e Qd3 completam o desenvolvimento e reforçam o centro.
Dicas do mestre
O centro de peões vence as peças precoces
Depois de 5...Bc5 6.c3 b5 7.Bb3 d6 8.d4 Bb6, empurra 9.a4! pondo b5 sob pressão antes de as pretas poderem rocar.